Perguntas freqüentes
• Porque construímos moradias de emergência?
A moradia de emergência é uma solução temporária para suprir a necessidade de habitação que as famílias apresentam. Serve também como denúncia imediata e visível da pobreza e da falta de acesso a este direito fundamental. A mesma moradia de emergência busca ser um lugar próprio, que reduza a aglomeração e melhore as condições de vida de seus moradores.
A partir da construção de moradias de emergência é possível reunir setores da sociedade aparentemente distantes – os voluntários e os membros das comunidades -, em uma atividade que incentiva o trabalho em equipe e a aproximação a uma realidade evidente, próxima e injusta, com o objetivo de fazer uma denúncia e criar consciência a respeito de um problema que nos cerca.
• Que tipo de moradia o UTPMP constrói?
UTPMP constrói uma moradia pré-fabricada de 18m² (3m x 6m), piso e paredes de madeira e telhado de zinco, colocado sob um isolante térmico. As casas ficam sustentadas sobre pontaletes de madeira (chamados de pilotis), o que evita a umidade e protege a famílias de inundações e pragas.
• Como as famílias são selecionadas?
Antes de selecionar as famílias, UTPMP realiza várias visitas às comunidades, durante as quais faz uma pesquisa com todas as famílias interessadas em participar do projeto. Esta pesquisa leva em conta diversos critérios sobre as características socioeconômicas (renda, tamanho da família, composição, condições de saúde e acesso a redes sociais) assim como o tamanho e situação de sua moradia atual.
• Como o projeto é financiado?
Um Teto para meu País obtém ajuda econômica por meio de parcerias com empresas, doações particulares, Plano de Sócios e fundos de organismos internacionais, assim como campanhas e eventos de arrecadação de fundos.
• Quantos voluntários são necessários para construir uma casa de emergência na comunidade?
Para a construção de uma casa de emergência são necessárias de 8 a 10 pessoas, comandadas por 2 líderes de equipe (voluntários capacitados na construção). No processo participam os voluntários e as famílias de maneira conjunta.
• A casa de emergência tem banheiro?
Não, pois a construção de um banheiro envolve uma capacitação técnica bastante específica (área hidráulica) e também a instalação de um projeto de saneamento básico, que envolve a comunidade como um todo e o Poder Público. Nesta primeira fase, o objetivo de Um Teto para meu País é tirar a família da condição de vulnerabilidade emergencial. Em um segundo momento, o objetivo do projeto é trabalhar junto com as comunidades para o desenvolvimento sustentável do lugar - inclusive para trabalhar questões como essa, de tratamento de esgoto. A moradia de emergência não é uma solução definitiva para os problemas da família.
• O que são os assentamentos marginais?
Aqui no Brasil são conhecidos por comunidade ou favela. São oito ou mais famílias agrupadas que se encontram em uma situação irregular de propriedade do terreno e não possuem acesso regular aos serviços básicos (esgoto, água e energia elétrica).
• Os terrenos pertencem às famílias?
O terreno onde construímos é o mesmo terreno onde atualmente vivem as famílias. A casa de emergência é móvel, caso uma eventual remoção seja necessária. Um Teto para meu País não busca incentivar a expansão das comunidades, mas oferecer um lugar transitório que impulsione a mudança na vida das famílias e dê o mínimo de dignidade a eles durante esse período em que buscam por uma melhora em sua situação.
• Qual o papel das famílias?
O envolvimento das famílias é fundamental no enfoque não assistencialista do trabalho de Um Teto para meu País, uma vez que a casa de emergência não é um presente para elas, mas sim uma oportunidade de melhorar sua situação. No processo de seleção, procuram-se famílias que possuam uma atitude proativa, de mudança e esforço para obter a nova moradia. As famílias arcam com cerca de 5 a 10% do custo da moradia e devem participar durante toda a construção.
• Quem são os principais parceiros de UTPMP?
Em toda América Latina trabalhamos com Banco Interamericano de Desenvolvimento / Fundo Multilateral de Investimentos, Deloitte, Rally Dakar, Revista América Economia e a Agência de Publicidade Young & Rubicam. No Brasil, temos empresas apoiadoras como SuzanCargas, Prosegur, AkzoNobel (Coral), Disoft, Caterpilar Axpe, GE, Disney - Club Penguin.
































